terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Small formats | Pequenos formatos


Quercus suber; 3H; 26; Hospitais
30 x 40 cm | 11.81'' x 15.75''
Oil on canvas | Óleo s. tela



Olea europaea; 3H; 1; Barrocal
30 x 40 cm | 11.81'' x 15.75''
Oil on canvas | Óleo s. tela

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Pintura de Emanuel Almeida

O pintor Emanuel Almeida, meu colega da FBAUL, vai realizar uma exposição individual no centro de documentação do edifício central do Município de Lisboa de 14 a 27 de Fevereiro, e estas são 9 das 11 obras que vão estar expostas.


 Segue o texto que escrevi para o seu catálogo:

Lisboa, a ode Atlântica
E eu era parte de toda a gente que partia.
A minha alma era parte do lenço com que aquela rapariga acenava
Da janela afastando-se de comboio...”
Nas palavras que dão início à segunda ode de Álvaro de Campos, escutamos os sons e os gestos de quem se afasta em viagem. De quem fica e vê partir. Lisboa tem esse encanto para Emanuel Almeida, dali parte e para ali regressa. Assim o fez Fernando Pessoa, assim o fez Luís Vaz de Camões.
Pintar Lisboa tem para este pintor o fascínio do gesto e do movimento que se cristalizam na sempre luz única das ruas, dos elétricos. No seu gesto rápido Emanuel prepara a sua viagem pessoal. Tem o tempo todo para o fugaz flagrante de um momento. É o cheiro da cidade condensado num gesto, numa pincelada. 
No alto do seu trono criativo, o Pintor, o Poeta, o Escritor desce a vertigem da história que quer pintar, declamar, narrar. A narrativa da pintura de Emanuel Almeida transforma a cidade num momento vertiginoso e paradoxalmente calmo, como um refúgio. O azul e o amarelo ocre complementam-se em gestos gráficos e expressivos, mas também em planos de conteúdo pictórico dinâmico. Como reverberações de luz exaladas da parede, do chão, do estridente amarelo do elétrico. Eça de Queiroz chamava-lhe o “Americano” que Carlos da Maia e o Ega tentavam apanhar no final da narrativa d’ “Os Maias”.
Depois da Luz atlântica com que nos brindou em 2013, Emanuel Almeida oferece-nos agora a sua ode.
Manuel Casa Branca

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

terça-feira, 24 de maio de 2016

Pintura de Ward Jansen, Manuel Casa Branca e Nuno Lemos - 9ocre



Pintura de Ward Jansen, Manuel Casa Branca e Nuno Lemos
Inaugura na próxima sexta-feira, 17.6.2016 pelas 18h00 

Esta exposição de pintura de três nomes, Ward Jansen, Manuel Casa Branca e Nuno Lemos marca um ciclo que se iniciou em Abril de 2005 com a inauguração da Galeria 9ocre. Somos três pintores de gerações diferentes onde a idade é o que menos conta. Conta a amizade, as horas de conversa sobre pintura e sobre o que fazer desta arte, que caminhos a percorrer.
A Galeria 9ocre é um espaço ligado ao meu Atelier de pintura, uma zona de partilha e amostragem de projectos artísticos de uma forma mais ou menos informal, cruzando vivências locais com internacionais. Pretendi sempre que o Atelier e a Galeria fossem espaços permeáveis à presença de outros artistas. Casa ocre de partilha de ideias e isso tem vindo a acontecer ao longo destes 11 anos. O Ward e o Nuno foram, juntamente comigo, os primeiros a dar cor com as suas telas às paredes brancas da 9ocre. Voltamos a estar com esta necessidade de partilhar e mostrar coisas que dão corpo às nossas preocupações pictóricas. As comparações entre o “nós” de ontem e o “nós” de agora poderão ser inevitáveis, mas nem sequer pensamos ir por aí. É partilhar e com isso conversar. Dar estímulo ao nosso processo criativo em primeiro e último lugar. Por todas estas razões, o desafio de dar coerência a uma exposição conjunta não é complicado para nós, que nos conhecemos e partilhamos de sentidos similares.

Manuel Casa Branca