terça-feira, 1 de agosto de 2017

Vénus | Venus


Quercus suber; 2H; 50; Monges
(Vénus dos Monges)
100 x 160 cm
Óleo sobre tela - Oil on Canvas


No  Verão de 2012 encontrei, na Herdade dos Monges (Vale de Mós), um sobreiro que se revelou ser uma Vénus, de Botticelli, de Ingres, de Chassériau, de Duval, de Bouguereau, entre outros.
Escolhi a zona mediana do quadro para desenhar o torso. Uma estrutura compositiva comum a todos os trabalhos destes nomes que citei.
A luz forte de Vénus, em contraste com os tons mais escuros da mancha de paisagem, é uma referência da maneira Veneziana de Chassériau resolver a carnação.
Depois vem o gesto geminado na espátula e no pincel.

In the summer of 2012, I found, at Herdade dos Monges (Vale de Mós), a cork oak that turned out to be a Venus, by Botticelli, Ingres, Chassériau, Duval, Bouguereau, among others.
I chose the middle area of ​​the board to draw the torso. A compositional structure common to all the works of these names I mentioned.
The strong light of Venus, in contrast to the darker tones of the landscape stain, is a reference to Chassériau's Venetian way of resolving carnation.
Then comes the twinned gesture of the spatula and the brush.



terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Small formats | Pequenos formatos


Quercus suber; 3H; 26; Hospitais
30 x 40 cm | 11.81'' x 15.75''
Oil on canvas | Óleo s. tela



Olea europaea; 3H; 1; Barrocal
30 x 40 cm | 11.81'' x 15.75''
Oil on canvas | Óleo s. tela

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Pintura de Emanuel Almeida

O pintor Emanuel Almeida, meu colega da FBAUL, vai realizar uma exposição individual no centro de documentação do edifício central do Município de Lisboa de 14 a 27 de Fevereiro, e estas são 9 das 11 obras que vão estar expostas.


 Segue o texto que escrevi para o seu catálogo:

Lisboa, a ode Atlântica
E eu era parte de toda a gente que partia.
A minha alma era parte do lenço com que aquela rapariga acenava
Da janela afastando-se de comboio...”
Nas palavras que dão início à segunda ode de Álvaro de Campos, escutamos os sons e os gestos de quem se afasta em viagem. De quem fica e vê partir. Lisboa tem esse encanto para Emanuel Almeida, dali parte e para ali regressa. Assim o fez Fernando Pessoa, assim o fez Luís Vaz de Camões.
Pintar Lisboa tem para este pintor o fascínio do gesto e do movimento que se cristalizam na sempre luz única das ruas, dos elétricos. No seu gesto rápido Emanuel prepara a sua viagem pessoal. Tem o tempo todo para o fugaz flagrante de um momento. É o cheiro da cidade condensado num gesto, numa pincelada. 
No alto do seu trono criativo, o Pintor, o Poeta, o Escritor desce a vertigem da história que quer pintar, declamar, narrar. A narrativa da pintura de Emanuel Almeida transforma a cidade num momento vertiginoso e paradoxalmente calmo, como um refúgio. O azul e o amarelo ocre complementam-se em gestos gráficos e expressivos, mas também em planos de conteúdo pictórico dinâmico. Como reverberações de luz exaladas da parede, do chão, do estridente amarelo do elétrico. Eça de Queiroz chamava-lhe o “Americano” que Carlos da Maia e o Ega tentavam apanhar no final da narrativa d’ “Os Maias”.
Depois da Luz atlântica com que nos brindou em 2013, Emanuel Almeida oferece-nos agora a sua ode.
Manuel Casa Branca

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Falésia da Arrifana - The Cliffs at Arrifana


Praia da Arrifana, Falésia Norte, Portugal
Arrifana Beach, North Cliff, Portugal
Óleo sobre tela - Oil on canvas
15 x 65 cm
5.91'' x 25.59''