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domingo, 21 de novembro de 2021

Rapture | Ai Weiwei | Lisboa














Hoje fui até a Cordoaria Nacional ver a exposição de Ai Weiwei, uma lição a todos os níveis das artes plásticas/visuais da contemporaneidade. A pós modernidade é isto, a comunicação, a causa, o manifesto. Um homem do mundo que agora é nosso conterrâneo. Uma honra para Montemor-o-Novo. #aiweiwei

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Falésia da Arrifana - The Cliffs at Arrifana


Praia da Arrifana, Falésia Norte, Portugal
Arrifana Beach, North Cliff, Portugal
Óleo sobre tela - Oil on canvas
15 x 65 cm
5.91'' x 25.59''


segunda-feira, 20 de abril de 2015

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Solo exhibition at MIKOLOW/POLAND - Exposição individual em MIKOLOW/POLAND

Solo exhibition at MIKOLOW/POLAND - Exposição individual em MIKOLOW/POLAND

My drawings and paintings in a solo exhibition at Miejski Dom Kultury w Mikolowie
MIKOLOW/POLAND. Running: 29. July to 16. August 2013
I decided to pick up some drawings from different periods of production (but it will be the first time that they will be in public display) and to make others in studio and also on plein air.
These several groups of drawings are very important for me. They were projects for paintings, sketchbook drawings, and also some scientific drawings from my post-graduation at Lisbon Fine Arts School, some years ago.
They are also the very first oil paint experiences on kraft paper when I discovered the magic world of the cork oak trees. These paintings are 20 years old and for this exhibition in Poland I decided to make some interventions on the passpartout's white areas. Those areas were incompleted, and now, after 20 years, I found some formal solutions.
Another group of drawings is the "cork tree alphabet". These 5 drawings were prepared on purpose for this exhibition.
Many thanks to the gallery's curator, Izabella Paździorek, for her trust and support.

Os meus desenhos e pinturas numa exposição individual na Casa da Cultura de Mikolow/Polónia.
De 29 de Julho a 16 de Agosto.
Decidi seleccionar alguns desenhos de diferentes períodos de produção (mas será a primeira vez que estão patentes ao público) e fazer outros no atelier e em plein air.
Este diversos grupos de desenhos são muito importantes para mim. São projectos para pinturas, desenhos do diário gráfico, e também desenhos científicos da pós-graduação na FBAUL, alguns anos atrás.
São também as primeiras experiências com tinta a óleo sobre papel Kraft quando descobri o mundo mágico dos sobreiros. Essas pinturas têm 20 anos e para esta exposição na Polónia decidi fazer algumas intervenções sobre as zonas brancas dos passpartout. Essas áreas estavam incompletas e agora, 20 anos depois, encontrei algumas soluções formais.
Outro grupo de desenhos são os “signomorfos- alfabeto dos sobreiros”. Essses 5 desenhos foram preparados de propósito para esta exposição.
Agradeço ainda à curadora da galeria, Izabella Paździorek, pela sua confiança e apoio.


 







sexta-feira, 10 de setembro de 2010

visita ao Ribble Valley/Lancashire - Visit to the Ribble Valley/Lancashire

 Da visita ao Ribble Valley/Lancashire guiado pelo colega e amigo Rob Miller resultaram vários desenhos no Diário Gráfico/Caderno de Campo. Mas também resultaram frutos da conversa que fomos tendo ao longo do rio sobre a paisagem e sobre as teorias de Jonh Ruskin. este processo de contacto com a paisagem iglesa e as suas características foram fundamentais para compreender o livro que ando a ler há uns meses deste teórico da arte e aguarelista – The Elements of Drawing. este livro foi publicado pela primeira vez em 1857 e influenciou Monet e Seurat para os fundamentos teóricos do Impressionismo e do Pontilhismo/Divisionismo, respectivamente. Ruskin também andou por ali, e foi baseado nesta paisagem e nos percursos que fez na companhia da raínha Vitória de Inglaterra que determinou qual a unidade de paisagem representativa do ideal Inglês. Concerteza uma atitude pós-romântica que juntamente com as suas práticas e teorias do Naturalismo e ajudaram a anunciar o Impressionismo.


The visit to the Ribble Valley / Lancashire led by colleague and friend Rob Miller led several drawings in the Sketchbook. But also resulted fruits of that conversation we were having along the river on the landscape and on the theories of John Ruskin. this process of contact with the English landscape and their characteristics were essential to understand the book that I've read a few months of this watercolor artist and art theorist - The Elements of Drawing. this book was first published in 1857 and influenced Monet and Seurat to the theoretical foundations of Impressionism and Pointillism / Divisionism respectively. Ruskin also walked around, and was based on this landscape and rides that made with the company of Queen Victoria of England, who determined that the unit representing the ideal English landscape. Clearly a post-Romantic attitude that, together with its Naturalistic practices and theories helped to announce Impressionism.

sábado, 8 de maio de 2010

plein air: próximo 5 e 6 . Junho /next 5 and 6 .June

Em colaboração com a pintora Felícia Trales e com a empenhada coordenação da D. Graça Saraiva, vamos organizar uma experiência de pintura ao ar livre (en plein air) nas herdades do Gavião/Gaviãozinho no concelho da Chamusca no primeiro fim de semana de Junho: 5 e 6 de Junho de 2010.
In collaboration with the painter Felicia Trales, and coordination of D. Graça Saraiva, we are holding an experience of painting outdoors (en plein air) at the estates of the Gavião / Gaviãozinho Chamusca - Portugal-  on the first weekend of June: 5 and June 6, 2010.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Viagem a Florença.














Estes 5 comentários que se seguem, fazem um balanço da minha viagem à Toscânia entre 6 e 10 de Dezembro. Um balanço na perspectiva pictórica da descoberta de Florença, flor-de-lis, cidade Humanista. Mas igualmente de reencontro de amigos, desta amizade entre os que viajaram, entre os que estão, entre os que se encontram assim, humanos.

1- Em demanda de David

Esta segunda viagem a Itália faz eco da primeira a Roma pela demanda de David. Essa personagem que circum-naveguei pela primeira vez, talhado por Bernini na Galeria Borghese. Um David tenaz, convicto da sua letalidade, executado igualmente em mármore, querendo suplantar o seu antecessor: o David esculpido por Miguel Ângelo (MA). Mas a obra de MA jamais será suplantada, fui tremendamente injusto quando em Roma essa dúvida me assolou. Nenhum suplanta o outro, ambos se equiparam. Estes dois avatares de David são antinomias necessárias. A agressividade de um, face a uma esmagadora tranquilidade do outro. Em comum essa avassaladora convicção numa fé, num olhar mais distante. Retrato psicológico que nos faz implodir, que nos faz acreditar que da fraqueza humana se fazem as forças.
As cópias de David são clones espaciais de um mesmo conceito. Um, o original, no interior do Museu da Academia, que nos esmaga serenamente, pela sua dimensão. Outro, na Praça, no local original, espaço aberto que expande o olhar.

2-Os Uffizi, onde o tempo pára



Enquanto esperava para entrar, tive oportunidade de fazer dois desenhos das esculturas de célebres florentinos que enriquecem as fachadas deste que é o mais antigo museu do mundo. Um desenho por cada hora de espera. Lá dentro foram muitas mais as horas. Mas pareceram apenas esse par, tais eram as obras que nos assolavam ao olhar.
A Vénus de Botticelli na sua verdadeira escala. Era o que me faltava para que todas as componentes se encaixassem entropicamente no meu espírito. Espírito finalmente purificado ante aquela nudez de Simonetta, a amante de um dos Medicis e que foi a modelo do pintor. O tempo pára, Botticelli guardou para sempre a alma da bella Simonetta neste rectângulo perfeito de ouro.
Ainda não refeito desta paixão anacrónica e proibida, aqui confessada, prossigo de sala em sala onde o resto guardo para mim...

3- A Bienal, quase 900 pintores



É um mercado? é um labirinto cromático? não é a Bienal de Florença na Fortezza da Basso.
Perdi-me mesmo entre pintores do mundo inteiro, também fui seleccionado mas optei por não participar. Preferi ir ver para ajuizar e, quem sabe, participar daqui a dois anos. Conheci uma pintora equatoriana, Ana Maria Jáuregui da qual, e com a devida vénia, publico a foto que fiz com o seu quadro onde a Criação de Adão de Miguel Ângelo é interpretada na vertical, e não no tecto da Capela Sistina. Um personagem intervém sobre o fresco. Uma forma que a pintora encontrou para chamar a atenção sobre a questão do restauro, quais os critérios?
Outro trabalho, do qual não recolhi o nome do autor, tem a ver com um verdadeiro retrato psicológico. Mas o cromatismo dos reflexos lumínicos sobre a pele é muito interessante e um verdadeiro problema de pintura.

4- Pontedera, A mais bela flor

Na visita a Pontedera, de regresso de Pisa, fiz uma visita aos pintores Paola Iacomelli e Paolo Grigò. Amigos.
Da Paola fica a ilustração que fez para capa do livro Il fiore più bello escrito por Franco Luperini. A Paola vem colaborando com ilustrações para os livros deste escritor. Livros sobre grandes questões sociais do nosso planeta. Como a ilustradora diz na dedicatória deste exemplar que teve a amabilidade de me oferecer: “É uma coisa pequenina que fizemos em nome daquela coisa grande que é a solidariedade”

5- Pontedera, Um pintor multiforme

O pintor Paolo Grigò é um amigo de há 10 anos, quando esteve em Montemor-o-Novo, participando num simpósio de escultura em Terracota organizado pelas Oficinas do Convento. Fui ver a sua exposição intitulada Il mutiforme umanesimo, que tinha inaugurado no dia anterior, uma mostra que o Paolo assumiu como o trazer da oficina para o espaço expositivo, no sentido mais artesanal do atelier. Foi gratificante, e não sem uma pontinha de emoção, constatar o quanto o trabalho que fez em Montemor-o-Novo o influenciou nesta década. Pintor, escultor, instalador, este artista desmultiplica-se em várias modalidades expressivas. O exemplo é este quadro onde a expressão e a dinâmica de movimento que impregna no modelado das suas personagens confere uma mais valia quase atmosférica à sua composição.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Roma: à sombra da cidade eterna

Nos Museus Capitolinos, Musei Capitolini, senti-me a partilhar as lições de Francisco de Holanda. O seu desejo de visitar Roma era plenamente justificável.
Um homem que viveu a sua juventude em Évora, onde desenhou a partir das antigoalhas romanas, onde sonhava conhecer Roma e para onde viajou em 1538. Onde conversou com Miguel Ângelo. Eu descobri e percebi o poder da escultura romana nestes museus. Percebi o suplantar dessa escultura pelo pathos das esculturas de Bernini na galeria Borghese. Francisco de Holanda já não conheceu Bernini, mas ficaria deslumbrado. Mas da escultura e da pintura se não pode falar sem considerar como base o desenho.
Registo aqui algumas palavras de Francisco de Holanda, retiradas do seu livro "Da Pintura Antiga": E aquele que aprende para scultor ou para pintor, não cure de perder tempo em esculpir, nem pintar, nem empôr as colores muito lisas e mui perfiladas: mas solamente ponha todo o seu studo em saber desenhar.

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