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domingo, 10 de outubro de 2021

Évora - Contexto... com texto!

Três gerações de criadores

No âmbito da 2ª Edição da EV.EX- Évora Experimental 2021. Está patente  a exposição “Contexto...com texto !” nos Antigos Celeiros da EPAC na Rua  do Eborim em Évora. 

Na imagem: Hoana Bonito, João Espanca Bacelar, Tânia Grafino, Feliciano de Mira,
 Manuel Casa Branca, Isabel Murteira, Anesia Manjate.

Com a curadoria de Feliciano de Mira, participam os seguintes artistas visuais: Anesia Manjate (Moçambique), Hoana Bonito (Brasil), Isabel Murteira (Évora), João Espanca Bacelar (Évora), Manuel Casa Branca  e Tânia Grafino, estes dois últimos de Montemor -o-Novo.

O meu trabalho (Pintura e assemblage):





Anesia Manjate (Desenho e Escultura/Instalação):


Hoana  Bonito (Fotografia):


Isabel Murteira (Pintura):


João Espanca Bacelar (Multimédia / Instalação)




Tânia Grafino (Desenho):


 Temos então autores com origens locais ou internacionais (Moçambique e Brasil) mas que estabelecem afinidades na sua formação artística com a cidade de Évora. Segundo as palavras do curador, o objectivo foi mostrar os trabalhos de criadores de três gerações distintas com linguagens diferenciadas (pintura, desenho, fotografia, escultura e multimédia). Há em comum nestes trabalho a exploração entre a imagem e a linguagem escrita, a palavra, o texto ou o signo gráfico.

Aberta todos os dias menos à segunda-feira entre as 15horas e 20 horas até 23 de Outubro 2021.


Apresentação do novo livro de Eduardo Raposo na nossa exposição em Évora.

1 Outubro 2021.

Contexto...com texto! Roda de conversa sobre Amor e Vinho, na poesia e musica portuguesa com Eduardo Raposo. Um livro escrito em Montemor-o-Novo na Galeria 9ocre onde este amigo encontrou o sossego para a sua escrita no distante ano de 2009. Agora abrir as páginas parece um trabalho simples. Um grande abraço



terça-feira, 18 de novembro de 2014

Évora_Cantores de Abril

Lançamento do Livro de Eduardo M. Raposo
Biblioteca Municipal de Évora, Quinta-Feira 20.11.2014, 18h30

Pintura ao vivo será a minha contribuição para este evento especial.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Dentro do Vento Suão - Inside the hot south wind



Dentro do Vento Suão - Ruskin was Right
149 x 174 cm
Óleo e técnica mista sobre tela
Data de realização: 2003-2010

Inside of Hot South Wind - Ruskin was Right
149 x 174 cm
Oil and mixed media on canvas
Date of Production: 
2003-2010

Este quadro pertence a uma série realizada a partir de 2003 após a leitura do Livro de José Luís Peixoto (JLP), Nenhum Olhar. Em 2010 acrescentei elementos formais inspirados na leitura de Elements of Drawing de John Ruskin.
Desde 2003 até agora foram feitas muitas alterações e muitas pausas. A composição foi rodando desde uma posição invertida 180º. Agora está num compromisso entre a paisagem e o tronco que lhe deu estrutura formal. No Verão de 2003 houve uma terrível época de fogos que fustigaram muitos sobreiros e a paisagem ficou negra. Compreendi a fragilidade do meio ambiente. Dentro do vento Suão, é uma frase do livro de JLP que descreve o Alentejo canícula e que por coincidência lia nesses dias.
O Livro Nenhum Olhar, foi publicado pela primeira vez em 2000, e é a mais traduzida das suas novelas. Recebeu o Prémio José Saramago em 2001 e descreve um universo em que a paisagem rural Alentejana se mistura com elementos do fantástico.

This table belongs to a series held since 2003 after reading the book by José Luís Peixoto (JLP), Blank Gaze. In 2010 I added formal elements inspired by the reading of Elements of Drawing, John Ruskin. Since 2003 until now have been many changes and many pauses.  The composition has been running since an inverted 180º. Now is a compromise between the landscape and the trunk that gave formal structure. In summer 2003 there was a time of terrible fires that hit many cork trees and the landscape became black. I understood the fragility of the environment. Inside the Hot South wind is a phrase from JLP’s book that describes the Alentejo heatwave and by coincidence I read on those days. The book Blank Glaze, was first published in 2000, and is the most translated of his novels. He received the José Saramago Prize in 2001 and describes a universe in which the Alentejo country side blends with elements of fantasy.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

4- Pontedera, A mais bela flor

Na visita a Pontedera, de regresso de Pisa, fiz uma visita aos pintores Paola Iacomelli e Paolo Grigò. Amigos.
Da Paola fica a ilustração que fez para capa do livro Il fiore più bello escrito por Franco Luperini. A Paola vem colaborando com ilustrações para os livros deste escritor. Livros sobre grandes questões sociais do nosso planeta. Como a ilustradora diz na dedicatória deste exemplar que teve a amabilidade de me oferecer: “É uma coisa pequenina que fizemos em nome daquela coisa grande que é a solidariedade”

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Lançar um livro, intervir

Ontem, 13 de Setembro, na FNAC do Forum Almada, mais uma apresentação do livro Canto de Intervenção, 1960-1974 do amigo Eduardo Raposo, apresentado pelo Engº João Paulo Ramôa. O Francisco Naia, acompanhado pelas violas de José Carita e Ricardo Fonseca, apresentou um excerto do recital evocativo de José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e outros cantores de intervenção, baseado neste livro.
Participei ainda com um quadro como forma de enquadramento dos músicos, mas acima de tudo há pontos de contacto entre a minha pintura e o canto de Intervenção.
A leitura gera reflexões que indiciam traços comuns entre a canto de intervenção e a pintura
que reflexões?...
Escolha de um padrão de comunicação para o exterior, da música, poesia e pintura como forma de o artista elaborar o que sente, no encontro consigo próprio.

As circunstâncias de cada tempo histórico:
O Canto de intervenção com preocupação social
a pintura como preocupação sobre o património eco-histórico
O contexto do canto de intervenção na crise académica de 62. O aparecimento da balada dá continuidade ao fado de coimbra- da evolução de adaptação aos novos tempos com Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Poesia de Manuel Alegre e Manuel Freire “Pedra Filosofal”.
Curiosamente a minha pintura de sobreiros (Quercus suber) teve início na dinâmica de estudo na FBAUL e não começou exactamente de uma forma programada...também o Manuel Alegre diz “ O canto de intervenção, de subversão, que não nasceu de uma forma programada, mas porque houve um encontro de pessoas ligadas à poesia e à música”.
A árvore como Personagem:
Na pintura , na criação do meu universo está subjacente o mito de Apolo e Dafne- Bernini
A árvore como personagem, como símbolo dos ecosistemas destruídos, os fogos, a amazónia, as grandes florestas, a desertificação.
Na construção desta personagem é importante:
As artes performativas Teatro, dança.
A perspectiva parietal romana- O semi-círculo – o palco de Teatro incrementa o dramatismo da personagem, rodeada democraticamente pelos outros elementos da composição.
O conceito de instalação referencia a concepção da forma como se intervém no espaço expositivo/arquitectónico.
Há similitude entre o meu percurso da criação da imagem, com o percurso musical/poético de Tino Flores que nos anos 60 começa pelo Rock (Beatles) e envereda posteriormente pela musicalidade da música da sua região (Minho). A
ssim eu também estive ligado à BD na minha juventude e gradualmente entrei na pintura de árvores com a abstracção até enveredar pela escolha de um padrão de comunicação mais figurativo, nessa procura telúrica da minha região. Também em Vitorino “ A pura ligação à terra” é um padrão de comunicação.
A figuração tal como os temas musicais populares permitem ao artista libertar-se do papel vanguardista da procura da originalidade pura e dura e por vezes autofágica e enveredar por uma originalidade igualmente vanguardista, que passa pela criação de um universo semâtico (musical, pictórico, etc) pessoal num processo criativo que elabora na eterna procura do autor em se conhecer a si próprio.