Mostrar mensagens com a etiqueta Art history - História de arte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Art history - História de arte. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Quercus suber; 2; 35; Cascavel (Le Déjeuner sur l' herbe)











Este quadro foi pensado como uma homenagem ao quadro de Claude Monet , Le Déjeuner sur l' herbe que por sua vez foi uma homenagem ao quadro homónimo de Edouard Manet. Ambos os quadros estão no Museu D'Orsay em Paris.

Pesquisei dimensões e fiz um díptico mais pequeno, mas proporcional.

Links para os respetivos quadros no Museu D' Orsay.

Monet 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Vénus | Venus


Quercus suber; 2H; 50; Monges
(Vénus dos Monges)
100 x 160 cm
Óleo sobre tela - Oil on Canvas


No  Verão de 2012 encontrei, na Herdade dos Monges (Vale de Mós), um sobreiro que se revelou ser uma Vénus, de Botticelli, de Ingres, de Chassériau, de Duval, de Bouguereau, entre outros.
Escolhi a zona mediana do quadro para desenhar o torso. Uma estrutura compositiva comum a todos os trabalhos destes nomes que citei.
A luz forte de Vénus, em contraste com os tons mais escuros da mancha de paisagem, é uma referência da maneira Veneziana de Chassériau resolver a carnação.
Depois vem o gesto geminado na espátula e no pincel.

In the summer of 2012, I found, at Herdade dos Monges (Vale de Mós), a cork oak that turned out to be a Venus, by Botticelli, Ingres, Chassériau, Duval, Bouguereau, among others.
I chose the middle area of ​​the board to draw the torso. A compositional structure common to all the works of these names I mentioned.
The strong light of Venus, in contrast to the darker tones of the landscape stain, is a reference to Chassériau's Venetian way of resolving carnation.
Then comes the twinned gesture of the spatula and the brush.



terça-feira, 16 de abril de 2013

Tristan and Isolde - Tristão e Isolda


When I walk in the forest of cork oaks, the trees tell me stories.
This is the story of Tristan and Isolde.
In the studio I tried to paint with the help of Wagner's music, to enter in the esprit, and it was waiting to see:


Quando entro no Montado, as árvores contam-me histórias.
Esta é a história de Tristão e Isolda.
No atelier experimentei pintar ao som de Wagner, para entrar no espírito, e foi esperar para ver:


Quercus suber; 1H; 10; Carias
85 x 100 cm 
Óleo s. tela / Oil on canvas




Tristan & Isolde / Richard Wagner.
Photograph of the main actors of the original production (1865)
Fotografia dos actores principais da produção original (1865)




Tristan & Isolde by A. Spiess at the Neuschwanstein castle in Bavaria
Tristão e Isolda por A. Spiess no castelo Neuschwanstein na Baviera


This is also some background scenary about german art and our portuguese crisis. 
Some kind of poetic and worried irony.
Isto  também tem como pano de fundo a arte alemã e a nossa crise.
Como se fosse uma preocupada e poética ironia.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Vamos pintar sobreiros em Coruche


O Sobreiro e a paisagem de Montado: Pintura e desenho é uma oficina de artes plásticas no Observatório do Sobreiro em Coruche
Esta oficina de artes plásticas é destinada a jovens e adultos interessados em pintura e desenho, bem como às questões de pintura em Plein air.


Caso pretenda participar formalize a sua inscrição no seguinte link:http://www.cm-coruche.pt/index.php?option=com_smartformer&formid=4

As sessões estão calendarizadas nas seguintes datas:
19 de Janeiro
O Desenho e o Diário Gráfico no registo da Paisagem
9 de Fevereiro
A cor, a linha, e o ponto: Escola de Barbizon e o Impressionismo
2 de Março
A paisagem portuguesa na pintura: Silva Porto, Henrique Pousão, Malhoa entre outros.
23 de Março
O pós-impressionismo: Fauvismo, Pontilhismo, Cézanne, Van Gogh e Gaugin.
13 de Abril
Paisagem como luz: Comunidade de Skagen, Sorolla e Joaquim Mir.
4 de Maio
As árvores. Dos Românticos, na Rússia com Shishkin até ao abstraccionismo de Paul Klee e Piet Mondrian
25 de Maio
Exposição na Ficor




     



terça-feira, 6 de abril de 2010

Seminário em Avis - Seminar in Avis (Portugal)

Seminário "Montados - Património Rural, Património de Portugal" no próximo dia 17 de Abril.
Seminar "Montado - Rural Heritage, Heritage of Portugal" on the 17th April.
"O Montado como Raiz Cultural e Inspiração Artística" é o título da minha intervenção pelas 15h15.
O Montado é fonte de inspiração para a minha pintura. Mas falar de Dordio Gomes e Carlos de Bragança são referências obrigatórias.
"The Montado as Root Cultural and Artistic Inspiration" is the title of my speech by 15h15.The "Mounted" is a source of inspiration for my painting. But speaking of Dordio Gomes and Carlos Bragança are required references.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Carlos de Bragança, pintor



"O Sobreiro" por Carlos de Bragança, Pastel sobre cartão, 177 x 91, 1905
Faz hoje um século sobre o atentado que vitimou D. Carlos e seu filho. Queria prestar homenagem a este homem que foi rei, e que entre outras áreas do saber, foi pintor. Dá-se usualmente mais destaque ao seu trabalho pictórico de marinhas, mas para mim este foi o primeiro pintor que retratou o sobreiro ( Quercus suber), conforme o testemunho desta obra patente no palácio ducal de Vila Viçosa. Um retrato destas árvores, das quais sobe tirar partido dramático, relegando para segundo plano da composição o monte alentejano. Tecnicamente, o modelado a pastel é de clara influência naturalista e há referências que apontam para que este sobreiro retratado se localizasse na Herdade do Palácio do Vidigal em Vendas Novas.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Viagem a Florença.














Estes 5 comentários que se seguem, fazem um balanço da minha viagem à Toscânia entre 6 e 10 de Dezembro. Um balanço na perspectiva pictórica da descoberta de Florença, flor-de-lis, cidade Humanista. Mas igualmente de reencontro de amigos, desta amizade entre os que viajaram, entre os que estão, entre os que se encontram assim, humanos.

1- Em demanda de David

Esta segunda viagem a Itália faz eco da primeira a Roma pela demanda de David. Essa personagem que circum-naveguei pela primeira vez, talhado por Bernini na Galeria Borghese. Um David tenaz, convicto da sua letalidade, executado igualmente em mármore, querendo suplantar o seu antecessor: o David esculpido por Miguel Ângelo (MA). Mas a obra de MA jamais será suplantada, fui tremendamente injusto quando em Roma essa dúvida me assolou. Nenhum suplanta o outro, ambos se equiparam. Estes dois avatares de David são antinomias necessárias. A agressividade de um, face a uma esmagadora tranquilidade do outro. Em comum essa avassaladora convicção numa fé, num olhar mais distante. Retrato psicológico que nos faz implodir, que nos faz acreditar que da fraqueza humana se fazem as forças.
As cópias de David são clones espaciais de um mesmo conceito. Um, o original, no interior do Museu da Academia, que nos esmaga serenamente, pela sua dimensão. Outro, na Praça, no local original, espaço aberto que expande o olhar.

2-Os Uffizi, onde o tempo pára



Enquanto esperava para entrar, tive oportunidade de fazer dois desenhos das esculturas de célebres florentinos que enriquecem as fachadas deste que é o mais antigo museu do mundo. Um desenho por cada hora de espera. Lá dentro foram muitas mais as horas. Mas pareceram apenas esse par, tais eram as obras que nos assolavam ao olhar.
A Vénus de Botticelli na sua verdadeira escala. Era o que me faltava para que todas as componentes se encaixassem entropicamente no meu espírito. Espírito finalmente purificado ante aquela nudez de Simonetta, a amante de um dos Medicis e que foi a modelo do pintor. O tempo pára, Botticelli guardou para sempre a alma da bella Simonetta neste rectângulo perfeito de ouro.
Ainda não refeito desta paixão anacrónica e proibida, aqui confessada, prossigo de sala em sala onde o resto guardo para mim...

3- A Bienal, quase 900 pintores



É um mercado? é um labirinto cromático? não é a Bienal de Florença na Fortezza da Basso.
Perdi-me mesmo entre pintores do mundo inteiro, também fui seleccionado mas optei por não participar. Preferi ir ver para ajuizar e, quem sabe, participar daqui a dois anos. Conheci uma pintora equatoriana, Ana Maria Jáuregui da qual, e com a devida vénia, publico a foto que fiz com o seu quadro onde a Criação de Adão de Miguel Ângelo é interpretada na vertical, e não no tecto da Capela Sistina. Um personagem intervém sobre o fresco. Uma forma que a pintora encontrou para chamar a atenção sobre a questão do restauro, quais os critérios?
Outro trabalho, do qual não recolhi o nome do autor, tem a ver com um verdadeiro retrato psicológico. Mas o cromatismo dos reflexos lumínicos sobre a pele é muito interessante e um verdadeiro problema de pintura.

4- Pontedera, A mais bela flor

Na visita a Pontedera, de regresso de Pisa, fiz uma visita aos pintores Paola Iacomelli e Paolo Grigò. Amigos.
Da Paola fica a ilustração que fez para capa do livro Il fiore più bello escrito por Franco Luperini. A Paola vem colaborando com ilustrações para os livros deste escritor. Livros sobre grandes questões sociais do nosso planeta. Como a ilustradora diz na dedicatória deste exemplar que teve a amabilidade de me oferecer: “É uma coisa pequenina que fizemos em nome daquela coisa grande que é a solidariedade”

5- Pontedera, Um pintor multiforme

O pintor Paolo Grigò é um amigo de há 10 anos, quando esteve em Montemor-o-Novo, participando num simpósio de escultura em Terracota organizado pelas Oficinas do Convento. Fui ver a sua exposição intitulada Il mutiforme umanesimo, que tinha inaugurado no dia anterior, uma mostra que o Paolo assumiu como o trazer da oficina para o espaço expositivo, no sentido mais artesanal do atelier. Foi gratificante, e não sem uma pontinha de emoção, constatar o quanto o trabalho que fez em Montemor-o-Novo o influenciou nesta década. Pintor, escultor, instalador, este artista desmultiplica-se em várias modalidades expressivas. O exemplo é este quadro onde a expressão e a dinâmica de movimento que impregna no modelado das suas personagens confere uma mais valia quase atmosférica à sua composição.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O palco















Há uma imagem com 2000 anos que influenciou a forma como represento a paisagem.Trata-se da pintura parietal romana intitulada Os Lestrigões.
Nesta pintura, que interpreta a luta entre Ulisses e esse povo canibal da Sicília, narrada na Odisseia, é visível a enseada que circunda o porto. Está representada em semi-círculo.
Esta solução da descrição da paisagem interessa-me para a minha pintura pois o semi-círculo confere uma carga dramática aos elementos representados em primeiro plano. É como se de um palco de teatro ou de dança se tratasse. Desta forma destruo a perspectiva cónica como elaboração da profundidade e reconstruo a profundidade através do arco de circunferência, desse palco no limite do plano infinito.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Conceitos de beleza

La Bella Simonetta foi a modelo que Botticelli elegeu para o seu quadro "O Nascimento de Vénus", e que vemos retratada de perfil (de vestido vermelho), numa composição claramente influenciada pela virgem pintada anos antes pelo seu mestre Lippi (de azul).










Alguns anos depois, Parmigianino dá vida à "Senhora de Pescoço Longo", num claro maneirismo.
Quando estudei em História de Arte o "Nascimento de Vénus", foi-me dito que Botticelli ainda apresentava como influência algum goticismo na resolução do pescoço elevado face ao plano dos ombros. Hoje e após algumas surpresas, não me parece que isso corresponda à justiça que deve ser feita ao pintor da "graça" feminina. Penso que Botticelli apenas era mais um apreciador da estética morfológica apresentada pela mulher toscana. No estudo que apresento vemos a Simoneta de perfil e de frente, e se compararmos a distância dos planos horizontais A e B , constatamos que a distância entre o ombro e a junção do deltóide com o pescoço é bastante idêntica à proporção entre a zona ciliar e o nível do lábio inferior que intersecta o queixo. Esta morfologia particular está igualmente presente nos outros quadros, o que me parece corroborar a evidência que de gótico, Botticelli tinha muito pouco, a não ser o pendor expressionista. Esta carga expressiva, expressionista, lembra-nos que os toscanos são herdeiros da linha e do gesto dos seus antepassados etruscos. Modigliani, igualmente toscano, é um exemplo no século XX, pois retoma de uma forma perfeitamente explícita estes gestos e esta expressividade.

sábado, 15 de setembro de 2007

Fotógrafo impressionista do séc.XIX


A fotografia de Eugène Cuvelier é um exemplo de como explorar o filtro natural proporcionado pelas névoas da manhã. A acentuação da forma planificada em silhueta é tanto mais notória à medida que os planos estão mais afastados do quadro do observador. Uma lição que fica de um fotógrafo que costumava trabalhar ao lado dos pintores impressionistas em Fontainebleu e com influências do paisagismo de Barbizon. As influências são notórias, pintores e fotógrafos partilhavam tertúlias e exploravam lado a lado as questões da linguagem visual.


Eugène Cuvelier's photograph is an example of how to exploit the natural filter provided by the morning mists. The accentuation of a planned fashion silhouette is all the more remarkable as the plans are furthest from the observer's frame. One lesson  that remains from a photographer who used to work alongside the impressionist painters at Fontainebleau with Barbizon landscape influences. The influences are evident, painters and photographers shared gatherings and operated side by side the issues of visual language.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Roma: à sombra da cidade eterna

Nos Museus Capitolinos, Musei Capitolini, senti-me a partilhar as lições de Francisco de Holanda. O seu desejo de visitar Roma era plenamente justificável.
Um homem que viveu a sua juventude em Évora, onde desenhou a partir das antigoalhas romanas, onde sonhava conhecer Roma e para onde viajou em 1538. Onde conversou com Miguel Ângelo. Eu descobri e percebi o poder da escultura romana nestes museus. Percebi o suplantar dessa escultura pelo pathos das esculturas de Bernini na galeria Borghese. Francisco de Holanda já não conheceu Bernini, mas ficaria deslumbrado. Mas da escultura e da pintura se não pode falar sem considerar como base o desenho.
Registo aqui algumas palavras de Francisco de Holanda, retiradas do seu livro "Da Pintura Antiga": E aquele que aprende para scultor ou para pintor, não cure de perder tempo em esculpir, nem pintar, nem empôr as colores muito lisas e mui perfiladas: mas solamente ponha todo o seu studo em saber desenhar.

Posted by Picasa