
segunda-feira, 13 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Caderno de campo/sketch book
sexta-feira, 27 de março de 2009
Técnicas Mistas
Desenho no Diário gráfico/Caderno de campo (Winsor & Newton, Scketch Book) com diversos tipos de riscadores:Início com barra de carvão comprimido, intervenção com lápis branco Staedtler glasochrom, ainda 3 lápis da Derwent (Sanguine, Smoke Blue, Olive Earth) e finalmente pequenas intervenções com uma caneta de aparo Artpen da Rotring com tinta permanente violácea feita por mim. O desenho foi executado em menos de 10 minutos. A rapidez de execução é importante para obter sintese e contenção na selecção de elementos essenciais para a composição. Para mim é importante experimentar a interacção dos diversos riscadores e o seu potencial na modelação.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Caderno de campo/Sketchbook



Não faço muita distinção entre Caderno de Campo ou Diário Gráfico, podem perfeitamente ser duas formas de trabalho que se plasmam. Importante é entender a importância deste método de trabalho na recolha de imagem, quer a partir do referente real, quer do registo do imaginário.
I do not make much distinction between Field Notebook or sketchbook, They can perfectly be two forms of work that mix each other. The Important is to understand the importance of this method of work in the image retraction, from the referring Real, or from the register of the imaginary one.
sábado, 7 de março de 2009
Remontado


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O quadro que apresento está patente na Sala Taller de María Nieves Martin em Villa Franca de Los Barros, Espanha, integrado no projecto VIVA-ARTE, na sua primeira edição e organizado por esta pintora e pelo seu marido e filhos. Um projecto em parceria com a Câmara de Vendas Novas e com aquele Ayuntamento espanhol.
Este quadro é um Remontado intitulado - O pêndulo desfocou! Uma paródia ao pêndulo de Foucault relacionada com o facto de o mundo afinal não estar tão equilibrado ecologicamente como se desejaria.
É constituído por diversas zonas de uma composição onde na zona central está adossada uma caixa que pode ser manipulada pelo observador e de onde sai uma peça em RAKU, que poderá ser assumida como o pêndulo frágil. Neste trabalho há diversos elementos como os caligrafomorfos, uma escrita com troncos de Quercus suber que estão organizados compositivamente numa ordem semântica.
No quadrante inferior direito surgem pequenas formas circum-ovalóides que são formamelnte inspiradas na covinhas das pedras que se encontram junto das Grutas do Escoural mas a sua organização é baseada numa parte do mapeamento do Cromeleque dos Almendres.
A figura feminina que ocupa o quadrante inferior esquerdo simboliza alguns aspectos que entendo pertinentes sobre a importância matriarcal na religião vivida no Alentejo que é transversal a todas as culturas que povoaram esta área.
Pode ser percebida a dimensão do quadro na foto onde também estou e que foi tirada na última edição da Internacional de Vendas Novas. (Foto da autoria da escultora Carmen Goga)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Sedimentações/Sedimentations


Esta série de desenhos pictóricos têm como mais valia a antinomia entre a fronteira da pintura e do desenho. Que características definem onde acaba e onde começa um e outro conceito?
No meu caso preocupei-me com a prevalência do desenho através da utilização da tinta caligráfica como meio riscador, e com a sua diluição/aguada como elemento de cariz mais pictórico, bem como a utilização de duas cores em sobreposições e interacções. A sedimentação é conseguida pelas sucessivas camadas matéricas do suporte: 1º – Papel de jornal rasgado ou cortado. 2º- tinta água que permite efeitos de transparência e absorção das colagens de jornal e das tintas caligráficas da camada seguinte. 3º As intervenções com o aparo e o pincel tendo como veículo as tintas caligráficas. 4º A goma laca como elemento de fusão e de estabilização da matéria sedimentar-compositiva.
No meu caso preocupei-me com a prevalência do desenho através da utilização da tinta caligráfica como meio riscador, e com a sua diluição/aguada como elemento de cariz mais pictórico, bem como a utilização de duas cores em sobreposições e interacções. A sedimentação é conseguida pelas sucessivas camadas matéricas do suporte: 1º – Papel de jornal rasgado ou cortado. 2º- tinta água que permite efeitos de transparência e absorção das colagens de jornal e das tintas caligráficas da camada seguinte. 3º As intervenções com o aparo e o pincel tendo como veículo as tintas caligráficas. 4º A goma laca como elemento de fusão e de estabilização da matéria sedimentar-compositiva.
This series of pictorial drawings has as more value the antinomy between the border of the painting and the drawing. Wich characteristic defines where finishes and where one and another concept starts? In my case, I' m worried about the prevalence of the drawing using calligraphical ink as medium, and with its watery/dilution as element of more pictorial character, as well as the use of two colors in overlappings and interactions. The sedimentation is obtained by the successive material layers of the support: 1st - torn or cut news paper. 2d- ink water that allows to effect of transparency and absorption of the collage paper and the calligraphical inks of the following layer. 3d- the interventions with steel pen and the brush having as vehicle the calligraphical ink. 4d- the gum varnish as element of fusing and stabilization of the sedimentary-composition.
sábado, 12 de abril de 2008
Exposições em Abril

Nesta etapa pictórica de Abril, vou ter as seguintes exposições em Espanha:
De 11 a 24 de Abril: Galeria Passage em Ayamonte. Um espaço na Plaza de la Laguna, muito intimista. Decidi explorar os vários planos de paredes daquela sala única com formatos de menor dimensão que reportam para o meu tema paisagístico de eleição o Quercus suber e o Megalitismo. Uma exposição possível graças ao empenho do colega e grande amigo Emanuel Almeida, para ele um grande obrigado.
De 19 a 10 de Maio em Villafranca de los Barros, no espaço magnífico que é a Sala-Taller Maria Nieves Martin e que poderão visitar no sítio: http://www.sala-tallermarianievesmartin.com/
Esta iniciativa está integrada num intercâmbio cultural apoiado pela Câmara Municipal de Vendas Novas, e pelo Ayuntamiento de Villafranca de los Barros...e que publicamente agradeço.
Terei quatro salas à minha disposição, pelo que decidi intervir com quatro séries de trabalhos distintas. Em anexo segue um dos quadros que será exposto numa das salas e que pertence à série REMONTADOS.
Quanto à galeria 9ocre estará em França a representar Montemor-o-Novo no evento cultural a realizar em St. Geneviève-des-Bois, organizado pela associação de artistas du Hurepoix, entre 26 de abril a 12 de Maio. Para esta representação ir avante agradeço o trabalho sempre com entusiasmo e amizade da colega Alice Alves, membro desta associação e que tem feito a ponte Francês-Português connosco.
Para além do meu trabalho teremos a delegação composta pelos seguintes colegas: Célia Lascas Neto, Ana Fialho, Felicia Trales, Telmo Alcobia, Emanuel Almeida e Carlos Gabriel Garcia. Nesta exposição estarão também delegações da Alemanha e Polónia.
De 11 a 24 de Abril: Galeria Passage em Ayamonte. Um espaço na Plaza de la Laguna, muito intimista. Decidi explorar os vários planos de paredes daquela sala única com formatos de menor dimensão que reportam para o meu tema paisagístico de eleição o Quercus suber e o Megalitismo. Uma exposição possível graças ao empenho do colega e grande amigo Emanuel Almeida, para ele um grande obrigado.
De 19 a 10 de Maio em Villafranca de los Barros, no espaço magnífico que é a Sala-Taller Maria Nieves Martin e que poderão visitar no sítio: http://www.sala-tallermarianievesmartin.com/
Esta iniciativa está integrada num intercâmbio cultural apoiado pela Câmara Municipal de Vendas Novas, e pelo Ayuntamiento de Villafranca de los Barros...e que publicamente agradeço.
Terei quatro salas à minha disposição, pelo que decidi intervir com quatro séries de trabalhos distintas. Em anexo segue um dos quadros que será exposto numa das salas e que pertence à série REMONTADOS.
Quanto à galeria 9ocre estará em França a representar Montemor-o-Novo no evento cultural a realizar em St. Geneviève-des-Bois, organizado pela associação de artistas du Hurepoix, entre 26 de abril a 12 de Maio. Para esta representação ir avante agradeço o trabalho sempre com entusiasmo e amizade da colega Alice Alves, membro desta associação e que tem feito a ponte Francês-Português connosco.
Para além do meu trabalho teremos a delegação composta pelos seguintes colegas: Célia Lascas Neto, Ana Fialho, Felicia Trales, Telmo Alcobia, Emanuel Almeida e Carlos Gabriel Garcia. Nesta exposição estarão também delegações da Alemanha e Polónia.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Magnólia- Um silêncio à espera da Primavera



Tanto silêncio neste espaço deve-se a uma profunda introspecção criativa. Um isolamento de monge...numa espera...numa tentativa de entender a magnólia. Uma planta que descobri no velhinho jardim de Montemor e que nesta altura do ano está recolhida, transformada em pinha armada por sâmaras múltipas que escondem a sua semente rubra. Foi uma destas pinhas que recolhi, num momento de solidão, um destes dias nesse mesmo jardim.
Foi aqui no atelier que tentei perceber e explorar esta pinha que promete ser flor de novo, e que da flor é oriunda. Num perene ciclo.
Confesso que foi desajeitada, ansiosa e ávida a primeira abordagem que fiz. Tintas que deixei fluir para surpresa minha, pelo prazer puro do desenho que descobre formas novas, mas que resultaram num acidente controlado, originando formas abstractas com um potencial extraordinário para uma próxima exploração com um gesto mais preciso.
Esse gesto, controlado... aconteceu. Mais calmo e racional, tentei controlar a emotividade que teimava em fazê-lo explodir incondicionalmente, mas... agora mais seguro, controlei melhor o meu membro. Pois é com o braço e não com a mão que se desenha, de maneira a que o desenho seja o fluir emocional do nosso corpo inteiro pela forma que exploramos e não apenas um gesto preso e raquítico.
A pinha da magnólia é de difícil tratamento expressivo, difícil de entender e por isso tão bela. Espero agora a primavera para ver que flor me surpreende, que regresso e que olhar terei sobre esta planta do meu jardim de moço...
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Carlos de Bragança, pintor

"O Sobreiro" por Carlos de Bragança, Pastel sobre cartão, 177 x 91, 1905
Faz hoje um século sobre o atentado que vitimou D. Carlos e seu filho. Queria prestar homenagem a este homem que foi rei, e que entre outras áreas do saber, foi pintor. Dá-se usualmente mais destaque ao seu trabalho pictórico de marinhas, mas para mim este foi o primeiro pintor que retratou o sobreiro ( Quercus suber), conforme o testemunho desta obra patente no palácio ducal de Vila Viçosa. Um retrato destas árvores, das quais sobe tirar partido dramático, relegando para segundo plano da composição o monte alentejano. Tecnicamente, o modelado a pastel é de clara influência naturalista e há referências que apontam para que este sobreiro retratado se localizasse na Herdade do Palácio do Vidigal em Vendas Novas.
Faz hoje um século sobre o atentado que vitimou D. Carlos e seu filho. Queria prestar homenagem a este homem que foi rei, e que entre outras áreas do saber, foi pintor. Dá-se usualmente mais destaque ao seu trabalho pictórico de marinhas, mas para mim este foi o primeiro pintor que retratou o sobreiro ( Quercus suber), conforme o testemunho desta obra patente no palácio ducal de Vila Viçosa. Um retrato destas árvores, das quais sobe tirar partido dramático, relegando para segundo plano da composição o monte alentejano. Tecnicamente, o modelado a pastel é de clara influência naturalista e há referências que apontam para que este sobreiro retratado se localizasse na Herdade do Palácio do Vidigal em Vendas Novas.
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